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O poder do autoconhecimento

11 de nov. de 2022
6 min de leitura

Autoconhecimento é uma palavra autoexplicativa, é o conhecimento sobre si mesmo. Em uma primeira análise, conhecer a si mesmo pode parecer uma coisa simples, mas é, na verdade, um processo que exige dedicação e muita reflexão.

O autoconhecimento envolve uma consciência sobre quais são os nossos pontos positivos e negativos, quais são as nossas fraquezas e as nossas forças e sobre ais são as emoções predominantes em nós.

E para que serve saber tudo isso?

Porque sabendo quais são as nossas forças e as nossas fraquezas, podemos direcionar melhor as nossas ações, aproveitando aquilo que a gente tem de bom em nosso benefício e do mundo, e trabalhar para não permitir que as nossas fraquezas nos levem por um caminho de dor e sofrimento.

Apesar disso, é ensinado muito pouco ou quase nada sobre autoconhecimento para as pessoas. A maioria que busca o autoconhecimento, geralmente, já está em uma fase da vida adulta que começam a aflorar em si questionamentos sobre quem são e para onde vão, não é mesmo?

E muita gente não faz ideia o quanto saber sobre isso faz diferença na vida e acha, inclusive, uma grande bobagem, pois ignoram que uma das principais, senão a principal diferença entre as pessoas que têm êxito na vida e as que não têm é o autoconhecimento.

Embora hoje isso já esteja mudando, ainda existe um certo misticismo que gira em torno das ferramentas de autoconhecimento, pois estas trabalham com coisas que não são matemáticas, que não são palpáveis, que envolvem, por exemplo, características de constituição, características e padrões de comportamentos familiares, se eu tive ou não contato com a minha mãe, se eu fui amamentada por ela, se eu nasci de parto normal ou cesariana, qual era a posição dos planetas no dia e hora que eu nasci, que são os conhecimentos da astrologia.

Essa é uma parte, relacionada a quem somos, quais são as nossas características.

A próxima etapa é, sabendo quem a gente é, como trazer isso em harmonia nos diversos papeis que precisamos exercer no nosso dia a dia, seja como profissionais, como mulher ou como homem, como pai ou mãe, como marido ou mulher, como filhos, como amigos. E é aí, nos relacionamentos, que quem possui um domínio sobre quem é, que se conhece, que sabe das suas virtudes e fraquezas, se sobressai.

Em cada tipo de relacionamento a gente exerce um papel diferente, como profissionais, por exemplo, precisamos de uma determinada postura, pois naquela profissão, naquele emprego, naquela empresa, é necessário seguir um padrão de comportamento para que as coisas funcionem, e para que a gente consiga prosperar dentro daquele ambiente.

E por que que as vezes as pessoas adoecem em certos trabalhos? Porque a natureza delas é extremamente agredida por certos ambientes, e como elas não tem ideia do que faz mal e do faz bem para elas, não vinculam que adoeceram por causa disso.

Eu, por exemplo, descobri, ao longo dos anos, que eu produzia melhor sozinha, que eu passei a ficar mais realizada e produtiva no trabalho quando eu comecei a trabalhar sozinha, com parcerias, mas sem sociedade ou dentro de empresas.

Em 2020 foi a primeira vez que fiz um mapa astral completo, com atendimento de astrologia, e estava ali no meu mapa, mostrando tudo sobre as minhas tendências profissionais, pessoais, meus possíveis bloqueios. A astrologia traz uma descrição perfeita sobre aquilo que a gente é.

E dentro das minhas características mostrava que a minha tendência é de trabalhar melhor sozinha ou com parcerias, então para que eu vou insistir em entrar em ambientes que eu sei que não vão me favorecer para que eu entregue o meu melhor?

É claro que quando estamos construindo a nossa vida profissional, a gente precisa se experimentar em diversas formas de trabalhar, eu sempre trabalhei muito, em vários lugares, estudei muito, mas chega um momento da vida que precisamos focar naquilo que a gente quer, saber o que nos faz bem e o que vai nos fazer prosperar.

Outra ferramenta de autoconhecimento impressionante, essa dentro do Yoga, é o Ayurveda, eu não sou especialista nisso, assim como não sou astróloga, mas essas são duas ferramentas de autoconhecimento que eu utilizo, que ajudaram a melhorar muito a minha vida e, por isso acho fantásticas.

O Ayurveda é a medicina indiana, que é um conhecimento milenar, onde eles dividem as pessoas em três características principais, chamadas de características de constituição, que são doshas. Eu tive um módulo de Ayurveda dentro da minha formação de yoga e li alguns livros do Choppra, porque é realmente um assunto que traz clareza e auxilia demais nos nossos relacionamentos.

Os três doshas, vata, pitta ou kapha, são as três características de constituição do Ayurveda. As pessoas têm um pouco de todos, mas tem um principal, um secundário e o terceiro que quase não influencia, e cada um deles tem características próprias, que quem tem algum conhecimento consegue identificar só olhando para a pessoa, pois começa com as características físicas. É claro que, para ser um terapeuta de Ayurveda a pessoa precisa estudar muitos anos, mas só para fins de autoconhecimento, esse conhecimento sobre as características de constituição já é sensacional.

Trazendo um exemplo prático para vocês sobre isso, quando eu estava estudando sobre o Ayurveda na minha formação de Yoga, eu identifiquei que eu tenho característica vata e o meu marido tem característica pitta.

E vejam como um conhecimento simples sobre a característica do outro ajuda em um relacionamento, não só conjugal, mas aqui vou trazer um exemplo meu e do marido, bem banal, mas que era motivo de desconforto entre nós. Vata é um dosha frio, resistente ao calor. Eu fico o dia inteiro no sol e não tenho problema nenhum com isso, eu amo ficar no sol, me sinto energizada. Já o meu marido é pitta, que é um dosha quente, e ele não aguenta, ele fica um pouco no sol e vai para baixo do guarda-sol e daqui a pouco vai embora da praia ou da praça, onde estivermos.

E por que esse conhecimento fez diferença na minha relação? Porque eu ficava furiosa que ele não queria ficar na praia ou na rua comigo, agora eu entendo que ele vai ficar um pouco e vai embora, pois é da natureza dele, então isso não me incomoda mais.

Nas minhas características dentro do Ayurveda foi outro conhecimento onde pude perceber que tipo de trabalho é melhor para mim. A partir desse conhecimento eu soube, por exemplo, que eu adoeceria se eu trabalhasse em ambientes como a bolsa de valores, ou em qualquer ambiente de muito estresse e agitação. Outras pessoas, no entanto, amam esse tipo de rotina. A minha característica vata é muito mental, reflexiva, aérea, por isso eu preciso organizar a minha agenda da semana com antecedência, ter tudo bem direcionado que me ancore, que me dê o norte do eu preciso fazer, caso contrário eu não produzo nada.

Esses são apenas dois exemplos do que o Ayurveda pode proporcionar. Quem se interessar por esse conhecimento, eu indico um livro pequeno, bem acessível, do Deepak Chopra, que se chama Saúde Perfeita.

Então vejam quanta ferramenta de autoconhecimento existe e estão cada vez mais acessíveis, até aqui eu falei de duas, a Astrologia e o Ayurveda, mas eu gostaria de voltar aos papéis que a gente precisa incorporar nas diversas atividades que executamos no nosso dia a dia.

Primeiro, nós precisamos ter consciência desses diversos papeis, eu falei antes do papel de profissional. Quem aí já percebeu os seus diversos papeis? No trabalho eu sou a Karine advogada, por exemplo, que é a minha atividade principal. Quando eu tratar com o meu marido, eu sou a Karine esposa, quais as características da Karine esposa?

E quando eu vou tratar com a minha filha, eu sou a Karine mãe; quando eu vou tratar com a minha mãe, eu sou a Karine filha, e assim por diante. Quem já parou para observar as suas características em cada um desses papeis?

Como eu sou quando eu estou no trabalho? Como eu sou quando eu estou só com o meu marido? Como eu sou quando preciso resolver as coisas com a minha filha ou com a minha mãe?

Daí alguém vem e diz que é sempre a mesma, o que pode até ser, mas não deveria ser, pois em cada tipo de relação se exige um conjunto de habilidades, e não tem nada de errado nisso. O problema está quando criamos uma postura que não tem a ver com quem a gente é, achando que daquela maneira iremos agradar o outro.

Quando isso acontece, a gente não entra em um papel - de mãe, de esposa, de filho -, a gente cria personagens de acordo com o que achamos que são as expectativas das pessoas com quem a gente vai se relacionar. E as vezes sustentamos esses personagens por uma vida inteira, e com isso adoecemos, perdemos o brilho, a identidade e vivemos exaustas.

E quando as pessoas se dão conta dessa exaustão, por ficarem uma vida sustentando personagens que elas criaram e que tem medo agora de tirar aquela máscara e dizer: olha, eu sou assim, me desculpa. É aí que muitos buscam as ferramentas de autoconhecimento.

Eu trouxe dois exemplos neste artigo, a Astrologia e o Ayurveda, que fizeram grande diferença na minha vida. A Constelação Familiar também é uma ferramenta de autoconhecimento, para mim, uma das mais poderosas.

Assim, o convite neste artigo é para que, se você tem algo que te incomoda, que pesa na sua vida, que não te permite fluir nas diversas áreas da sua vida, busque o caminho do autoconhecimento. As ferramentas são as mais diversas e os resultados são libertadores.


Karine Kwiatkowski Santos

Advogada e Consteladora Familiar

 
 
 

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